Pagou 25 mil euros a mais ao Estado e descobriu que não tem prazo para ser devolvido

Esta sexta-feira, 11 de outubro, Lisboa acordou com um cheiro fora do comum. Quem vive no centro da cidade e saiu de casa esta manhã, é provável que tenha levantado a perna a meio do caminho para ter a certeza de que não pisou qualquer coisa. Duvidamos que tenha encontrado um culpado: está toda a gente a queixar-se do mesmo odor que percorre as ruas da cidade e as solas dos sapatos estão limpas. Além disso, há uma diferença na caracterização do cheiro: uns juram a pés juntos que é estrume, outros garantem que é vomitado.

A MAGG contactou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e a Liga para a Proteção da Natureza no sentido de perceber o que está na origem deste cheiro que atingiu a cidade, bem como esclarecer se foram apresentadas algumas queixas. Nem uma coisa, nem outra: as duas organizações dizem não ter resposta para o sucedido, e afirmam não ter recebido qualquer contacto nesse sentido. Também tentámos contactar a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) de Lisboa e Vale do Tejo, o organismo responsável por medir a poluição do ar na região, mas até ao momento não foi possível obter resposta.

Já o Instituto Português do Mar e Atmosfera (IPMA) garante ter notado o mau cheiro na cidade, no entanto diz que não receberam qualquer queixa nesse sentido. “A questão da qualidade do ar é tratada pela Agência Portuguesa do Ambiente”, reforçam. Ainda assim, explicam que “isto tem que ver também com a orientação do vento que hoje [11 de outubro] está de sul/sueste, trazendo estes odores da Margem Sul.” E remata: “A causa específica não fazemos ideia”.

Não é a primeira vez que Lisboa é atingida por um cheiro cuja origem fica sem explicação. Ainda que o centro da cidade esteja relativamente distante da zona industrial, os ventos fazem com que, pontualmente, se sinta um cheiro desagradável. Em janeiro de 2013, os lisboetas entupiram as linhas telefónicas da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo mas também não encontraram resposta. Na época, o IPMA informou o “Público” que o cheiro poderia vir “de alguma fonte localizada no vale do Tejo.”

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