Mãe de Rui Pedro: “Sofro, sofro muito. Não perdi a esperança”

Filomena Teixeira foi entrevistada por Manuel Luís Goucha esta quinta-feira, 23 anos após o desaparecimento do filho Rui Pedro. 

 “Sofro, sofro muito. Mas este dia é especialmente diferente, eu recordo como é que foi. Foi uma montanha que desmoronou sobre mim”, afirmou.

“Podem-me chamar louca, mas ainda não perdi a esperança. Pelo menos, saber o  que aconteceu. Tenho momentos que acho que está morto e depois penso que pode estar vivo. É isso que me alimenta”, acrescentou.

“Torturo-me a mim, a minha família toda e as pessoas que me conhecem. Eu tive quatro internamentos. O primeiro eu ia mais morta que viva, deixei de conhecer as pessoas, não conhecia a minha filha, que não me perdoou até hoje de não ter reconhecido a minha filha”, desabafou.

Filomena Cautela criticou ainda as investigações e não tem dúvidas que Afonso Dias está envolvido no desaparecimento do filho, embora acredite que não agiu sozinho. Terminou a entrevista com a certeza que a filha é que a tem mantido ‘agarrada’ à vida e a esperança de reencontrar o filho.

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