HISTÓRIA REAL: beijo na mão deixa bebé com paralisia cerebral

Aos 30 anos, Sandra Domingos foi mãe de Miriam, uma menina que nasceu sem qualquer problema de saúde. Com apenas 8 meses, a pequenina sofre uma encefalite herpética e a mãe teve que abdicar da sua profissão de educadora de crianças. Entretanto, já se divorciou e confessa “Pode doer um bocadinho o que eu vou dizer, mas, para o pai da Miriam, é como se ela não existisse…”.

“Os vírus neurotrópicos são, de facto, muitos agressivos e destrutivos. Há muitas pessoas que têm herpes labial e há que ter muito cuidado, principalmente com crianças. Os vírus são piores que as bactérias, mas também não podemos pôr as crianças numa redoma… As crianças também têm de ter defesas. Não podemos viver atormentados com o que eles podem apanhar. Temos de encontrar um equilíbrio.

Sobretudo no primeiro ano de vida, as crianças ainda não são imunocompetentes. Estão protegidas mais ou menos até aos seis meses pelos anticorpos maternos, mas depois dos seis meses até um ano, as crianças estão vulneráveis. As pessoas quando estão doentes não podem visitar bebés pequenos. No entanto, os pais não podem viver atormentados… Os miúdos têm de ter uma vida saudável e cheia de experiência, mas dentro das normas de higiene”, descreve Eulália Calado, neuropediatra no Centro da Criança e do Adolesceste do Hospital CUF Descobertas.

Entretanto, a mãe Sandra Domingos faz um importante apelo “As pessoas deviam ter mais cuidado. Um bebé é muito fofinho, mas chega olhar e apreciar. Talvez uma festa na cabeça não faça mal, mas nada mais que isso. Não toquem nas mãos, por favor. Não deem beijinho, não toquem nos bebés! Eles são muito indefesos e têm fraca imunidade. Levam as mãos a toda a hora e não sabemos o que pode acontecer… Mesmo sem ser o herpes, há imensos vírus… É o único apelo que eu passo: tenham muito cuidado”.

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