Primeiro ministro dá tolerância de ponto nos dias 9 e 13 de abril, Páscoa

Nos próximos dias 9 e 13, período de Páscoa, o primeiro ministro, António Costa, assinou o despacho em que concede tolerância a todos os trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da Administração Direta do Estado.

Facto que está a ser visto por alguns funcionários como “gozo”, pois já havia sido canceladas as férias para os profissionais de saúde, e as medidas do estado de emergência proíbem a deslocação para fora do concelho de residência!

 

É concedida tolerância de ponto aos trabalhadores que exercem funções públicas nos serviços da administração direta do Estado, sejam eles centrais ou desconcentrados, e nos institutos públicos, nos dias 9 e 13 de abril”, pode-se ler no despacho.

Mas com uma justificação “foi renovada a declaração do estado de emergência pelo decreto do Presidente da República” de 02 de abril “e que, no quadro da sua execução, o Governo decidiu limitar especialmente a circulação no período da Páscoa”.

Acrescenta-se em seguida “a importância de serem adotadas medidas que permitam o reforço do recolhimento domiciliário e contribuam para a menor circulação de cidadãos no referido período, nomeadamente os funcionários públicos”.

Da tolerância de ponto, segundo o mesmo diploma, excetuam-se “os trabalhadores dos serviços essenciais” referidos no artigo 10.º do decreto de 13 de março que estabelece medidas excecionais e temporárias relativas à situação epidemiológica do novo coronavírus.

“Excetuam-se do disposto no número anterior os trabalhadores dos serviços essenciais, referidos no artigo 10.º do Decreto-Lei n.º 10-A/2020, de 13 de março, na sua atual redação, que, por razões de interesse público, devam manter-se em funcionamento naquele período, em termos a definir pelo membro do Governo competente, considerando-se trabalho suplementar o serviço prestado nestes dias”, refere-se no despacho.

Fonte do executivo adiantou à agência Lusa que o trabalho suplementar prestado nesses dias será pago com um valor acrescido em 50%. Por outro lado, ultrapassado o período de estado de emergência ou de calamidade, esses trabalhadores terão igualmente, em período a definir mais tarde, direito à equivalente dispensa.

“Sem prejuízo da continuidade e da qualidade do serviço a prestar, os dirigentes máximos dos serviços referidos devem promover a equivalente dispensa do dever de assiduidade dos respetivos trabalhadores, em dia a fixar oportunamente e após a cessação de estado de emergência ou de calamidade”, salienta-se ainda no despacho assinado pelo primeiro-ministro.

 

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