Maria Botelho Moniz assombrada pela morte do noivo

Depois da morte inesperada do seu noivo, aos 29 anos, Maria Botelho Moniz, sente-se preparada para voltar a amar. Recordou a tragédia da sua vida “Senti a minha alma a morrer”, em que o noivo morreu num acidente de viação, 6 meses antes do casamento. Eles namoravam há 10 anos.

Maria tem por hábito recordar o noivo, Salvador Quintela, anualmente, ele que perdeu a vida em março de 2014 quando tinham 29 anos de idade. Iam casar ao fim de 6 meses. Ela está solteira desde então e recorda sempre com grande mágoa a tragédia que assolou a sua vida e os planos do futuro.

 

Com a morte do Salvador, eu senti a minha alma a morrer. Eu soltei um som – que nunca mais soltei na vida –, é uma coisa que vem daqui de dentro, é o som da tua alma a ser destroçada” recordou no Alta Definição com Daniel Oliveira.

Eu acordei por volta das cinco da manhã sobressaltada. Eu sabia, sabes? É uma intuição, é qualquer coisa… acordei sobressaltada com uma dor no peito e ele não estava ao meu lado. Era suposto já ter chegado e não tinha chegado. Comecei a ligar para o telefone dele, ninguém atendia, comecei a entrar em pânico, até que finalmente me atendeu um polícia, fez umas perguntas muito estranhas, depois percebeu que eu era a namorada dele (…) e disse-me ‘olhe, ele não está nada bem. Agora não posso falar, já voltamos a falar’. Desligou-me o telefone e eu fiquei com aquela informação ‘ele não está nada bem’, mas não está nada bem onde? O que é que aconteceu? Passado um bocado (…) peguei no telefone outra vez, voltou a atender-me o mesmo polícia que me diz ‘espere só aqui um minuto, eu vou passar-lhe aqui ao médico que o socorreu’ e passou-me a um senhor (…) que disse: ‘Eu fiz tudo o que podia, mas não o consegui salvar’”, disse.

Sinto a alma a morrer, solto o tal som e fiquei dormente, completamente dormente. Lembro-me de olhar fixo no chão, balançar, e começar a dizer repetidamente ‘o que eu vou fazer?’. Parecia que estavam a passar slides daquilo que eu achava que a minha vida ia ser ‘isto já não vai acontecer, isto também não, isto também não… e tu nunca mais o vais ver’. Parei, os meus olhos encheram-se de lágrimas e a frase seguinte foi: ‘Eu quero a minha mãe’. Quando te levam tudo, tu só queres a tua mãe’”.

 

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