Goucha tem curiosidade em morrer

Diz ele ter “imensa curiosidade em morrer”, uma revelação que deixou os apresentadores do “Dois às 10” da TVI surpreendidos. Cláudio Ramos e Maria Botelho Moniz estiveram à conversa com Manuel Luís Goucha e a confidência deste surpreendeu tudo e todos… falou também sobre o seu programa nas tardes da TVI.

Diz que o novo formato tem tudo a ver com a preparação feita em casa, e acaba por ter que lidar com o limite ético nas suas grandes conversas. “Tenho pudor à dor alheia, por isso não vou escarafunchar mais do que aquilo que eu entendo que é o limite. Eu imponho esse limite. Tenho de pensar que aquela pessoa, nem que seja por cinco minutos, é a pessoa mais importante da tua vida naquele momento”, disse.

 

Ele não quer fama com o seu programa. “Sim, no início. Porque de um momento para o outro passas a ser capas de revista. Eu não compito com ninguém. Compito comigo próprio. Naquela altura andava deslumbradíssimo. Mas depois puxou-me para a Terra o fracasso de críticas, fracasso de audiências…”.

Ele que é conhecido por ser exigente. “Sou exigente comigo próprio. Desafio-te a perguntar a alguém desta casa e da RTP… não há ninguém que tenha razão de queixa de mim”.

E por fim a grande revelação sobre a sua curiosidade… “Tenho noção do fim, mas não me preocupa. A minha grande qualidade é a curiosidade. Tenho imensa curiosidade em morrer, seja aos 99 ou aos 100, mas tenho curiosidade (…). Claro que isto é idiota. Acredito que somos um produto da genética, por isso há um fim”, assegura. Mas… “Quero lá saber do fim. Importa-me é viver cada dia, ser feliz”.

 

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