Distanciamento de 2 metros inviável nos transportes

Pedro Nuno Santos falou sobre os transportes públicos em Lisboa, tendo o Governo assim assumido que é impossível manter a distancia de 2 metros entre utentes, devido às necessidades das pessoas que usam os transportes públicos. Um caos testemunhado pelo CM Jornal.

Os passageiros não cumprem distanciamento e nem evitam tocar nas superfícies mais expostas. E as máquinas táteis não têm higienização, e as composições também não têm a capacidade para garantir distanciamento social.

 

No acesso à estação, os postos de venda de bilhetes não são desinfetados a cada utilização. Alguns não têm sequer recibo ou bilhetes disponíveis. Já no interior da carruagem, numa viagem de comboio entre as estações de Agualva-Cacém e Lisboa-Rossio, só se deu pela presença do revisor uma única vez. Os passageiros acumulam-se junto às portas e, nos bancos, não há qualquer sinal que impeça os utentes de seguir viagem próximos.

Não conseguimos num comboio ter um distanciamento social de dois metros, não é possível. Tínhamos o comboio a transportar muito pouca gente, isso é inviável do ponto de vista da CP e é inviável do ponto de vista das necessidades das populações, não é possível fazermos isso, por isso é que isto é uma questão tão delicada”, admitiu esta terça-feira o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos.

Não estou a dizer que não haja risco de transmissão no comboio, estou a tentar relativizar a questão com informação objetiva”.

 

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