Dalila Carmo dá grito de revolta contra indústria da televisão

“Tens de mostrar as cuecas”, disseram-lhe e ela recusou. Dalila Carmo aproveitou entrevista à Caras para falar sobre a indústria da televisão, que segundo ela está a sobrevalorizar a imagem dos profissionais. “A forma como o show business se está a desenvolver é pornográfica”, falando mesmo em batota.

Ela perdeu o contrato de exclusividade com a TVI, tendo tecido várias críticas à indústria da representação. Diz ela que não basta ser uma cara bonita e ter milhares de seguidores nas redes sociais. Falou da saída da TVI, que ocorreu há 12 meses, e só agora falou disso, para “arrefecer” a alma e não falar com animosidade à flor da pele.

 

Acredito que há coisas que acontecem por uma razão”, disse. “Não tenho ressentimentos em relação ao que aconteceu, porque não inviabiliza parcerias futuras com A, B ou C, pelo contrário, traz-me outras possibilidades. Obviamente que levanta algumas questões ao nível do papel da mulher na indústria, o que hoje em dia interessa mais na nossa profissão, se é realmente o trabalho que nos qualifica, se é o uso das redes sociais ou se é a nossa faixa etária. Temos de pôr tudo isto em cima da mesa e falar sobre isto”.

Posso estar atenta às tendências e estar em todas as redes sociais, agora tenho de ter liberdade para as usar como quiser. Ser avaliada por coisas que não são da minha área e com as quais tenho pouca afinidade levanta certos problemas. O que querem de mim? Como atriz, estou aqui a 100%, dou tudo o que quiserem, mas não me peçam para fazer determinadas concessões da minha vida”, prosseguiu sobre pedidos que lhe foram feitos.

Depois a revolta sobre lhe terem pedido par amostrar as cuecas “Temos de ter cuidado com aquilo que pedimos a algumas pessoas e com a forma como o fazemos, porque nem toda a gente é igual e está disposta a abrir mão das mesmas coisas (…) Tenho o direito de controlar a imagem que quero passar cá para fora. E a partir do momento em que me dizem ‘tens de mostrar as cuecas’, reservo-me o direito de recusar. Há uma parte que é show business, outra não. A forma como o show business se está a desenvolver é pornográfica”.

Há pessoas que me entregam fotografias ou dizem que a filha quer ser atriz e pedem-me cunhas. Sinto-me um bocadinho insultada. Há muita batota no nosso meio. Há muitas pessoas que acham que, para terem sucesso no audiovisual, têm de ter uma cara bonita e trabalham em função disso, nunca vão largar o espelho”.

 

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