Conceição Queiroz fala da sua maior dor em tempos de Covid-19

Desafiada pela Selfie, Conceição Queiroz revelou quem será a primeira pessoa que vai querer abraçar e beijar quando a pandemia Covid-19 terminar. “Quero deixar um abraço assim gigante, global, para todos, porque, felizmente, eu não posso dizer que seja aquela pessoa que olha para trás e que se arrepende de não ter dado os abraços todos que desejou. Eu cumprimento, quase sempre, toda a gente, de uma forma muito efusiva, com grandes abraços. Sou muito do toque, da proximidade… algumas pessoas não gostam muito desse tipo de reação, mas isso não é um problema para mim. Então, felizmente, posso dizer que abracei sempre, beijei sempre, toquei, aproximei-me…”.

Espreitando Espanha e Itália, é uma dor muito grande. Eu fico muito emocionada com os relatos dos médicos italianos, quando eles, em desespero, pedem ajuda a outros colegas (igualmente médicos) e também às equipas de enfermagem… ou seja, a quem tiver coragem de se aproximar e de ir até Itália ajudá-los nesta grande missão, nesta luta, nesta guerra que eles travam contra este vírus que já mudou o mundo. É muito emocionante também quando eles contam que têm de fazer uma escolha: salvar esta ou aquela vida. Quem terá a maior probabilidade de sobreviver? Isto é muito duro para qualquer ser humano, quanto mais para um médico”.

 

Está na altura de darmos as mãos. Que seja uma lição de vida, que o ser humano seja capaz de retirar daqui alguma coisa – sei que há muita gente que não aprende, mesmo passando por grandes tragédias – mas eu acho que, desta vez, é diferente. […] Vamos dar as mãos, vamos unir-nos. Um abraço gigante e global, nestes tempos difíceis. Vamos sair disto, não sei se mais fortes ou não, mas vamos sair disto”, terminou.

 

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