A última despedida o Fadista Carlos do Carmo

Diogo Clemente foi um dos músicos que esteve presente nas cerimónias fúnebres de despedida de Carlos do Carmo. E num relato arrepiante deu a conhecer o seu estado de alma. “Há acontecimentos que são maiores e tão mais violentos que não temos capacidade de os processar, há uma anestesia”, disse o músico.

Quando acordamos dela é como alguém nos bater à porta e entram mil pessoas pela casa, não sabemos responder, só sabemos que já estamos no lugar real. Ontem foi assim quando vi passar o Carlos à minha frente. E de repente percebi que não o voltava a ver. E estava ali, a tocar o Lisboa Menina e Moça, para ele, e ele não cantava. Ficámos todos com a vontade de tocar eternamente, como crianças a ver o pai ir embora. Adeus Carlos”, concluiu!

 

You may also like...