Big Brother: Bruno Gomes D’Almeida impedido de dar sangue por ser homossexual

Bruno Gomes d’Almeida, jovem de 32 anos de idade, entrou na nova edição do Big Brother da TVI, ele que não é totalmente desconhecido do público português. Ele em janeiro, partilhou um episódio que se passou no IPST, pois tentou doar sangue, em que é dador universal, Tipo =, e este tipo de sangue é muito necessário no hospital.

Mas acabou por ser impedido, por ser homossecual… esteve 4 horas à espera, e teve essa resposta negativa, tendo-lhe sido explicado que tinha que estar em abstinência sexual há 12 meses para poder dar sangue. Pediu esclarecimento, e os responsáveis justificaram com “procedimentos internos”.

Descontente com o que ouviu… denunciou a situação preconceituosa e um mês depois, com vários debates políticos e a criação de um grupo de trabalho para redefinir a norma ambígua vigente, o jovem voltou ao IPST e conseguiu doar sangue.

Contada a história, vamos agora aos pormenores. Na primeira (e dura) ida ao IPST, Bruno Gomes d’Almeida dirigiu-se àquele Instituto com duas amigas, uma vez que tinha sido anunciado que as reservas de sangue durariam, no máximo, entre quatro a sete dias.

Quando lá chegaram, deparou-se com uma longa fila de pessoas, tendo sido depois encaminhado para o pavilhão do Infarmed. Lá, foi-lhe dado, como é normal, um questionário. Um técnico de saúde encarregou-se depois de confirmar as informações reveladas pelo jovem. Às perguntas “teve parceiras trabalhadoras do sexo?” ou “teve várias parceiras nos últimos anos?”, Bruno retificou “não são parceiras, são parceiros”. Friamente, o profissional de saúde atirou: “Homens que fazem sexo com homens não podem dar sangue”. Esta era a norma em Portugal até há alguns anos. Confrontado com a recusa, o arquiteto insistiu para que lhe fossem dadas explicações. “Procedimentos internos”, foi a resposta.