Pipoca Mais Doce recorda morte do irmão

É de uma tristeza que não se pode imaginar”, recordou Ana Garcia Martins sobre a morte do irmão em 1999, na sequência de um acidente de viação. A comentadora do Big Brother – A Revolução é amada e odiada por outros, mas poucos sabem da história por detrás da vida pessoal que ela escondeu durante anos.

Revela que tinha 18 anos quando Tiago, o seu irmão, dois anos mais velho, morreu, vítima de um acidente de viação grave! “Cá em casa não se fala muito nele. É normal, acho que ainda está tudo um bocado em estado de choque, mesmo que tenham passado sete anos [o acidente ocorreu em 1999]. Para mim, foi ontem que o telefone nos acordou às três da manhã, que a minha mãe desatou aos gritos, que o meu pai se voltou a deitar, sem dizer nada, e que eu fiquei ali, de pé no quarto dos meus pais, sem saber qual deles atender primeiro”.

 

Lembro-me perfeitamente de as pessoas nos entrarem em casa madrugada fora, das cenas de gritos e choro, de eu adormecer e acordar cedo a pensar que tinha sonhado. De saltar da cama, de perceber que era mesmo a sério, de ir ao sítio do acidente e aí, sim, deparar-me com a realidade e com a irreversibilidade da coisa. Um carro completamente destruído, toda a gente a agarrar-me. Deviam estar com medo que me desse uma coisinha má e eu caísse ali redonda, mas eu só queria ver”.

Tenho medo de me ir esquecendo das feições, da maneira de ser. Às vezes olho-me ao espelho e fico assustada com semelhanças que nunca tinha visto antes. O que aconteceu é de uma tristeza que não se pode imaginar. Vejo como os meus pais envelheceram dez anos, como perderam tanta alegria e consome-me saber que terão de viver com aquela dor para sempre. Não há injustiça maior”.

 

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