Filipe Pinhal admite “Recusei empréstimos a José Berardo e Constâncio correu comigo”

O antigo presidente do BCP, Filipe Pinhal admite que foi forçado a sair do banco privado, após ter recusado um empréstimo a José Berardo. “Recusámos empréstimos a Berardo e Vítor Constâncio correu comigo”, assume.

Ora, essa ação de Filipe Pinhal e outro administrador, Christopher de Beck “motivou uma reunião enfurecida em que Berardo me acusou de estar a retaliá-lo por ele ter assumido posições contra mim e Jardim Gonçalves”.

O antigo presidente do BCP também considera que “houve uma teia urdida em vários pontos que teve um diretório claro constituído por José Sócrates, Teixeira dos Santos e Vítor Constâncio e teve vários operacionais”. Embora não tenha provas, Filipe Pinhal acredita que o “assalto ao BCP” se iniciou com um pedido de Paulo Teixeira Pinto a Sócrates, com o intuito de afastar Jardim Gonçalves.

“A partir do momento em que Paulo Teixeira Pinto terá aparecido no gabinete de Sócrates a dizer que precisava de apoio a nível político para afastar equipa que lá está desde 1985, Sócrates terá pensado que existia uma oportunidade de ouro para ter uma equipa de gestão mais favorável aos interesses do primeiro-ministro, pelo menos”, disse.

A partir de dezembro de 2007 começaram a aparecer os nomes de Armando Vara e Carlos Santos Ferreira e argumenta que “há quem diga, e não excluo, que eles foram lá colocados para reestruturar créditos que não tinham cura. Há quem diga que motivações de Berardo e Fino era colocar pessoas mais dóceis”.

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