Já faltam pedreiros e carpinteiros na construção em Portugal!

Já faltam pedreiros e carpinteiros na construção em Portugal!

Depois de anos de crise no setor, com falta de trabalho para pedreiros e carpinteiros, eis que agora o drama é a falta de mão-de-obra! Indústria perdeu 37 mil empresas e 260 mil trabalhadores em menos de dez anos, agora, com a retoma há falta de mão-de-obra! Operários não qualificados já é difícil, quanto mais operários com qualificações…

Ao que parece, há milhares de reformados a trabalhar clandestinamente na reabilitação urbana, pois não há operários qualificados recentes. Pedreiros, pintores, trolhas, carpinteiros, chefes de equipa… faltam de tudo um pouco na construção civil em Portugal. Até há falta de trabalhadores não qualificados.

 

Uma década de crise na construção fez com que 37 mil empresas desaparecessem, e mais de 360 mil trabalhadores também. Grande parte desses trabalhadores emigrou e dificilmente regressará. Sendo que as empresas acreditam que a solução passa por um regime de mobilidade transnacional que permita às construtoras trazem para Portugal operários seus de outros países, nomeadamente dos PALOP.

Em 2015 chegaram os primeiros sinais de recuperação do setor, com um crescimento homólogo de 2,3% no primeiro trimestre do ano e mais de 20% no licenciamento de habitação e aumento de 1,9% no consumo de cimento nesse mesmo período.

Agora faltam trabalhadores para dar continuidade ao setor, quantos, ninguém sabe! O Presidente do Sindicato AICCOPN fala de 60 mil  acurto prazo, dizendo que a Casais tem em aberto mais de 100 vagas para operários, 40 para técnicos intermédios e a verdade é que não as consegue preencher.

Ao se consultar o site do emprego há salários propostos de 800€ para operários qualificados, mais alimentação e transporte a cargo do empregador, os não qualificados têm propostas de 650€. Sendo que as empresas dizem que não há quem contratar e pior, há quem trabalhe clandestinamente…

O Presidente do Sindicato não percebe “Não percebo. Com a procura atual da construção, o nível de desempregados deveria ser tendencialmente nulo. Para que serve estarem inscritos no IEFP se depois, quando pedimos trabalhadores, não nos fornecem? Ou será que estão é a trabalhar clandestinamente?”.

 

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